Redação do Enem 2026: entenda as competências, a correção em dupla e o cálculo da nota
A Correção da Redação do Enem 2026 considera cinco competências, cada uma com valor máximo de 200 pontos, e pode levar o participante a uma nota de até 1.000. O texto é avaliado por dois corretores independentes, e a média entre as notas é usada quando não há discrepância prevista nas regras.
No exame, o participante deve escrever um texto dissertativo-argumentativo, defender um ponto de vista e apresentar uma proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. A redação integra o primeiro dia do exame, marcado para o primeiro dia de provas em 8 de novembro.
Como funciona a correção da redação do Enem 2026
Cada redação passa por dois avaliadores, que corrigem o texto de forma independente. Os dois atribuem pontuações separadas para cada uma das cinco competências da matriz de avaliação.
Cada competência vale até 200 pontos. Ao final, a soma das cinco notas forma o total de cada corretor, com limite de 1.000 pontos.
Quando não existe discrepância entre as avaliações, a nota final da redação corresponde à média aritmética dos dois resultados. Se houver diferenças previstas nas regras, a redação segue para nova avaliação.
Quais são as cinco competências da redação
A matriz de correção da redação do Enem 2026 analisa o domínio da escrita formal, a compreensão do tema, a organização dos argumentos, a coesão textual e a elaboração da proposta de intervenção.
Na prática, isso significa que a avaliação não se limita à gramática. O texto também precisa desenvolver ideias consistentes, articuladas e adequadas ao tema proposto.
Competência 1: domínio da escrita formal
A primeira competência avalia o uso da modalidade escrita formal da língua portuguesa. Entram nesse critério aspectos como ortografia, concordância, pontuação e construção das frases.
A clareza das estruturas e a correção linguística fazem parte dessa etapa da análise.
Competência 2: compreensão do tema e desenvolvimento da proposta
A segunda competência considera a compreensão da proposta e o desenvolvimento do tema dentro da estrutura dissertativo-argumentativa. O participante precisa responder ao recorte solicitado e manter o foco no problema central apresentado.
Também é observado o uso de conhecimentos de outras áreas, desde que essas referências contribuam para o raciocínio desenvolvido no texto.
Competência 3: seleção e organização dos argumentos
A terceira competência analisa como o participante seleciona, relaciona, organiza e interpreta informações, fatos, opiniões e argumentos para defender um ponto de vista.
Nesse item, a avaliação observa a construção da tese e o desenvolvimento das ideias ao longo dos parágrafos. Não basta listar problemas: é necessário estabelecer relações entre causas, consequências e exemplos em torno da posição defendida.
Competência 4: coesão entre as partes do texto
A quarta competência observa os mecanismos linguísticos que conectam a argumentação. O uso de conectivos e de retomadas precisa ajudar o leitor a compreender a relação entre frases e parágrafos.
Expressões de adição, oposição ou conclusão devem ser usadas de acordo com o sentido pretendido no texto. A referência entre palavras e informações também precisa estar clara.
Competência 5: proposta de intervenção
A quinta competência avalia a proposta de intervenção para o problema discutido. A solução apresentada deve respeitar os direitos humanos.
Na composição da proposta, são considerados cinco elementos:
- Ação: o que deve ser feito.
- Agente: quem deve executar a medida.
- Modo ou meio: como a ação será realizada.
- Efeito: qual resultado a intervenção pretende alcançar.
- Detalhamento: informação adicional que desenvolve um dos elementos anteriores.
Esses componentes ajudam a tornar a proposta mais específica e articulada com a argumentação apresentada ao longo do texto.

Como calcular a nota final da redação
Sem discrepância, o cálculo da nota final é simples: somam-se as notas totais dos dois avaliadores e divide-se o resultado por dois. Cada uma dessas notas totais já reúne a pontuação das cinco competências.
Em um exemplo hipotético, se um corretor atribuir 880 pontos e outro conceder 920, a média final será 900 pontos, desde que não exista discrepância nas competências ou no total.
Quando a redação vai para um terceiro corretor
A redação passa por uma terceira avaliação independente quando há discrepância entre as notas. Isso ocorre quando os totais dos dois corretores diferem em mais de 100 pontos ou quando alguma competência apresenta diferença superior a 80 pontos.
A divergência de situação também pode acionar esse procedimento. Nesses casos, o sistema encaminha automaticamente o texto para nova correção.
As regras consideram a aproximação e a compatibilidade entre as avaliações para definir a nota. Em determinadas situações, a redação é analisada por uma banca com três corretores. Quando isso acontece, a banca estabelece a pontuação final e as notas anteriores são descartadas.
O que pode causar nota zero na redação
Há situações que podem levar à nota zero ou à anulação da redação. Entre elas estão a fuga ao tema e a desobediência à estrutura dissertativo-argumentativa.
Também entram nessa relação textos com até sete linhas, trechos deliberadamente desconectados do tema e manifestações que desrespeitem a seriedade do exame.
A prova exige um texto com até 30 linhas. Esse limite é um dos pontos práticos que o participante precisa observar na preparação e no preenchimento da folha definitiva.
Como estudar pelos critérios oficiais de correção
A Cartilha do Participante do Enem 2026 apresenta as competências cobradas na redação e reúne textos de alto desempenho da edição anterior com comentários pedagógicos.
O material também conta com versões com orientações específicas para participantes com dislexia, Transtorno do Espectro Autista e surdez ou deficiência auditiva.
Depois da aplicação, os participantes poderão consultar a nota na Página do Participante com acesso via gov.br. Na redação, a pontuação final pode chegar a 1.000 pontos, a partir da soma das cinco competências avaliadas.