Exercícios

Questões Revolta da Vacina – 9º ano – parte 2

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A Revolta da Vacina foi um episódio marcante da história do Brasil republicano, especialmente na cidade do Rio de Janeiro. Em meio às reformas urbanas, às campanhas sanitárias e às tensões sociais, a obrigatoriedade da vacinação gerou forte reação popular.

Estas questões trabalham causas, desdobramentos, agentes envolvidos e consequências da Revolta da Vacina, com atenção ao contexto histórico do início da República. Leia com cuidado e observe os vínculos entre saúde pública, autoridade estatal e resistência social.

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Questões Revolta da Vacina – 9º ano – parte 2

Questão 01

1. Em 1904, a Revolta da Vacina ganhou força no Rio de Janeiro porque parte da população interpretou a campanha de vacinação obrigatória como uma intervenção invasiva do Estado na vida cotidiana.

Gabarito: alternativa B). Correta. A combinação de coerção, desconfiança e remoções urbanas explica bem a reação popular.

Comentários por alternativa:

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  • A) A medicina não era o alvo principal; a contestação foi à forma autoritária da campanha.
  • B) Correta. A combinação de coerção, desconfiança e remoções urbanas explica bem a reação popular.
  • C) Não foi uma disputa partidária central, mas uma reação social à obrigatoriedade imposta.
  • D) A gratuidade não explica a revolta; o problema estava na imposição e na desconfiança.
  • E) A defesa da monarquia não foi o eixo do movimento de 1904.

Questão 02

2. Durante a Revolta da Vacina, muitos moradores do Rio de Janeiro expressaram resistência por motivos que iam além da vacina em si, ligados ao modo como o poder público agia sobre a cidade.

Gabarito: alternativa D). Correta. A resistência também refletia percepção de controle social e exclusão das classes populares.

Comentários por alternativa:

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  • A) A invasão de casas e o autoritarismo foram fatores centrais, mas a alternativa fica incompleta em relação ao sentido social da reação.
  • B) O problema não foi centralmente o controle de fronteiras marítimas.
  • C) A revolta não defendia manter a cidade intocada; havia crítica ao modo autoritário das mudanças.
  • D) Correta. A resistência também refletia percepção de controle social e exclusão das classes populares.
  • E) A participação popular não era o mecanismo central do período, e isso não explica a revolta.

Questão 03

3. A atuação de Oswaldo Cruz nas campanhas sanitárias do início da República esteve relacionada à tentativa de enfrentar doenças que preocupavam as autoridades e a elite urbana.

Gabarito: alternativa A). Correta. As campanhas sanitárias buscavam conter epidemias urbanas, especialmente a varíola.

Comentários por alternativa:

  • A) Correta. As campanhas sanitárias buscavam conter epidemias urbanas, especialmente a varíola.
  • B) Não havia substituição geral dos médicos particulares por um sistema universal naquele momento.
  • C) A vacinação não tinha finalidade industrial; era uma política sanitária.
  • D) As ações tinham foco sanitário, não punição política de bairros.
  • E) Oswaldo Cruz não defendia práticas populares contra a ciência médica.

Questão 04

4. A Revolta da Vacina deve ser compreendida em conexão com o processo de remodelação do Rio de Janeiro, pois as reformas urbanas alteraram profundamente a vida de muitos habitantes.

Gabarito: alternativa E). Correta. As reformas reforçaram controle estatal e exclusão social, alimentando a revolta.

Comentários por alternativa:

  • A) A revolta teve causas sociais e políticas, não apenas boatos.
  • B) As reformas não garantiram moradia digna para todos nem eliminaram tensões sociais.
  • C) O Rio não se tornou rural; houve urbanização e remodelação da área central.
  • D) A capital recebeu intervenções intensas, não ficou sem ação administrativa.
  • E) Correta. As reformas reforçaram controle estatal e exclusão social, alimentando a revolta.

Questão 05

5. Qual consequência imediata da Revolta da Vacina marcou a relação entre governo republicano e população urbana no Rio de Janeiro?

Gabarito: alternativa C). Correta. Houve repressão, prisões e demonstração de força do governo, apesar da crise social.

Comentários por alternativa:

  • A) As campanhas de saúde não foram abandonadas definitivamente.
  • B) Não houve transferência direta do controle sanitário para a população.
  • C) Correta. Houve repressão, prisões e demonstração de força do governo, apesar da crise social.
  • D) Não houve renúncia presidencial nem restauração monárquica.
  • E) As reformas não foram interrompidas por décadas nem houve retorno colonial.

Questão 06

6. A resistência à vacina obrigatória reuniu diferentes grupos sociais e expressou tensões específicas do período republicano. O que melhor explica essa composição diversa?

Gabarito: alternativa B). Correta. A adesão variada refletiu impactos sociais amplos das reformas e da coerção estatal.

Comentários por alternativa:

  • A) Não foi um movimento de cientistas e militares contra vacinas importadas.
  • B) Correta. A adesão variada refletiu impactos sociais amplos das reformas e da coerção estatal.
  • C) Grandes fazendeiros não foram o grupo social central da revolta.
  • D) A vacinação não funcionava como imposto; a tensão era pela imposição e invasão de domicílios.
  • E) Não foi um movimento liderado por estudantes estrangeiros.

Questão 07

7. A obrigatoriedade da vacinação, no contexto da Revolta da Vacina, evidencia uma forma de atuação estatal característica do início da República brasileira.

Gabarito: alternativa E). Correta. A ação estatal foi centralizada e coercitiva, marca importante do período.

Comentários por alternativa:

  • A) A monarquia já havia sido deposta; essa meta não se aplica ao contexto.
  • B) A negociação ampla com associações não caracterizou a campanha de 1904.
  • C) Houve forte presença policial, não ausência de coerção.
  • D) O foco era a medicina científica, não práticas religiosas oficiais.
  • E) Correta. A ação estatal foi centralizada e coercitiva, marca importante do período.

Questão 08

8. Quando se analisa a Revolta da Vacina como expressão de conflito social, percebe-se que a vacina foi o estopim de uma insatisfação acumulada na capital federal.

Gabarito: alternativa A). Correta. A vacina intensificou tensões já existentes sobre moradia, trabalho e exclusão social.

Comentários por alternativa:

  • A) Correta. A vacina intensificou tensões já existentes sobre moradia, trabalho e exclusão social.
  • B) Não houve foco em exportadores ou doenças do gado.
  • C) O debate não foi principalmente acadêmico e universitário.
  • D) A população não confundia vacina com saneamento ou alimentação.
  • E) Não foi uma campanha religiosa contra hospitais.

Questão 09

9. Em aulas de História, a Revolta da Vacina costuma ser usada para mostrar que medidas de saúde pública podem gerar conflitos quando são aplicadas de forma autoritária.

Gabarito: alternativa D). Correta. O episódio evidencia a importância de diálogo e contexto social nas políticas públicas.

Comentários por alternativa:

  • A) Ignorar críticas tende a ampliar conflitos, não a resolvê-los.
  • B) A revolta não prova isso; depende do contexto de imposição e conflito social.
  • C) Planejamento estatal é importante; o problema foi o autoritarismo, não a existência do planejamento.
  • D) Correta. O episódio evidencia a importância de diálogo e contexto social nas políticas públicas.
  • E) A não intervenção não é solução para epidemias urbanas.

Questão 10

10. Ao comparar a Revolta da Vacina com outros episódios de protesto popular no início da República, qual interpretação histórica é mais adequada?

Gabarito: alternativa C). Correta. A interpretação histórica mais consistente destaca autoritarismo, desigualdade e tensões urbanas.

Comentários por alternativa:

  • A) Os médicos não foram o grupo social central da mobilização.
  • B) Não foi uma insurreição militar com objetivo de restaurar regime no campo.
  • C) Correta. A interpretação histórica mais consistente destaca autoritarismo, desigualdade e tensões urbanas.
  • D) O episódio não se reduz à rejeição da ciência.
  • E) Não houve apoio popular às elites reformistas; predominou a resistência.

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