Exercícios

Questões sobre Escravidão e Resistência – 7º ano

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A escravidão marcou profundamente a história do Brasil colonial e imperial, afetando a vida de milhões de africanos e seus descendentes. Estudar esse tema exige observar as formas de violência, exploração e desumanização, mas também as estratégias de resistência construídas por pessoas escravizadas.

Nesta atividade, você vai analisar fugas, quilombos, negociações, culturas de sobrevivência e outras formas de enfrentamento à escravidão. As questões foram elaboradas para desenvolver interpretação histórica, atenção aos contextos e compreensão das diferentes maneiras de resistir ao sistema escravista.

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Questões sobre Escravidão e Resistência – 7º ano

Questão 01

1. Em uma fazenda de café, um grupo de pessoas escravizadas combinou horários de trabalho mais lentos, troca de ferramentas e pequenos atrasos nas tarefas para reduzir a exploração diária. Essa atitude pode ser entendida como

Gabarito: alternativa B). Correta. São formas de resistência cotidiana, discretas e eficazes.

Comentários por alternativa:

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  • A) Essas ações reduziam o controle, não aumentavam a adesão ao sistema.
  • B) Correta. São formas de resistência cotidiana, discretas e eficazes.
  • C) Mesmo discretas, elas alteravam a dinâmica da exploração.
  • D) A iniciativa partia dos escravizados, não dos senhores.
  • E) Não se trata de imposição legal, mas de enfrentamento cotidiano.

Questão 02

2. Em uma comunidade formada por fugitivos da escravidão, a terra era cultivada coletivamente, havia defesa do território e vínculos de parentesco e solidariedade. Essa organização histórica revela

Gabarito: alternativa D). Correta. Quilombos reuniam resistência, trabalho coletivo e busca por autonomia.

Comentários por alternativa:

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  • A) Quilombos não eram parte da economia senhorial, mas oposição a ela.
  • B) Muitos quilombos tiveram organização estável e vida social complexa.
  • C) Esses espaços não foram criados para vigiar fugitivos.
  • D) Correta. Quilombos reuniam resistência, trabalho coletivo e busca por autonomia.
  • E) Não se tratava de simples mercado entre fazendas, mas de comunidade de resistência.

Questão 03

3. Em uma carta do período colonial, um senhor reclamava que uma mulher escravizada havia conseguido ler trechos religiosos e ensinar outras pessoas na senzala. Esse fato mostra que a resistência também podia ocorrer por meio de

Gabarito: alternativa A). Correta. O acesso ao conhecimento podia fortalecer a resistência e a solidariedade.

Comentários por alternativa:

  • A) Correta. O acesso ao conhecimento podia fortalecer a resistência e a solidariedade.
  • B) Ler não implicava necessariamente fuga; podia fortalecer outros tipos de ação.
  • C) A situação descrita mostra incômodo do senhor, não autorização.
  • D) Ensinar e ler podiam fortalecer autonomia, não a obediência.
  • E) Houve registros históricos, e o aprendizado gerava efeitos reais na resistência.

Questão 04

4. Durante o trabalho em uma mina, pessoas escravizadas trocavam cantos em africano, combinavam mensagens e reconheciam origens comuns. Nesse contexto, a cultura funcionava como

Gabarito: alternativa E). Correta. Cultura também podia servir à resistência e à preservação de identidades.

Comentários por alternativa:

  • A) O canto tinha funções sociais e políticas importantes.
  • B) Não se trata de registro administrativo estatal.
  • C) A presença de laços culturais não significa aceitação do cativeiro.
  • D) Não era instrumento de controle senhorial, mas de comunicação entre escravizados.
  • E) Correta. Cultura também podia servir à resistência e à preservação de identidades.

Questão 05

5. Em uma vila, um grupo de escravizados se recusou a aceitar a separação de familiares e buscou manter visitas, trocas e cuidados entre diferentes propriedades. Essa prática revela que

Gabarito: alternativa C). Correta. Manter vínculos familiares era uma forma importante de resistência.

Comentários por alternativa:

  • A) A lógica do lucro tentava destruir, não valorizar, esses vínculos.
  • B) Mesmo sob violência, afetos e relações continuavam existindo.
  • C) Correta. Manter vínculos familiares era uma forma importante de resistência.
  • D) Famílias existiam também no cativeiro, apesar da ameaça constante.
  • E) A separação familiar era comum; não havia esse incentivo geral.

Questão 06

6. Ao organizar uma fuga noturna, um grupo deixou sinais no caminho, pediu ajuda a pessoas livres e buscou abrigo em área de mata. Essa ação indica que a resistência dependia de

Gabarito: alternativa B). Correta. Fugas exigiam planejamento, redes de apoio e conhecimento do território.

Comentários por alternativa:

  • A) Havia organização e redes de apoio, não apenas impulso individual.
  • B) Correta. Fugas exigiam planejamento, redes de apoio e conhecimento do território.
  • C) Fugas não eram autorizadas pelos senhores.
  • D) A sorte podia influenciar, mas não explicava a estratégia.
  • E) A vigilância era feita pelos perseguidores, não pelos fugitivos.

Questão 07

7. Em uma comunidade quilombola, o plantio, a defesa e as decisões sobre a vida coletiva eram realizados por vários membros, com participação de famílias e lideranças. Isso mostra que o quilombo era

Gabarito: alternativa E). Correta. Quilombos combinavam autonomia, produção e defesa coletiva.

Comentários por alternativa:

  • A) Quilombos não seguiam a lógica das grandes propriedades escravistas.
  • B) Havia organização interna e coordenação social.
  • C) Não eram apenas militares; também havia vida comunitária.
  • D) Quilombos não eram postos da Coroa, mas espaços de fuga e resistência.
  • E) Correta. Quilombos combinavam autonomia, produção e defesa coletiva.

Questão 08

8. Um documento do século XIX registrou que pessoas escravizadas negociavam pequenos favores, horários e permissões com o objetivo de ampliar margens de autonomia no cotidiano. Isso revela que a resistência podia ser

Gabarito: alternativa A). Correta. A resistência também ocorria em negociações cotidianas por autonomia.

Comentários por alternativa:

  • A) Correta. A resistência também ocorria em negociações cotidianas por autonomia.
  • B) Pedir ou negociar não significa submissão total.
  • C) Muitas vezes, a participação era ampla e coletiva.
  • D) O objetivo era ampliar autonomia, não reforçar o cativeiro.
  • E) A negociação também fazia parte da resistência histórica.

Questão 09

9. No estudo da escravidão, por que é importante não enxergar as pessoas escravizadas somente como vítimas passivas?

Gabarito: alternativa D). Correta. Reconhecer resistência revela ação histórica e protagonismo sob opressão.

Comentários por alternativa:

  • A) Isso não impede; ao contrário, amplia a compreensão histórica.
  • B) A escravidão existiu historicamente no Brasil.
  • C) Houve resistência em várias formas, abertas e cotidianas.
  • D) Correta. Reconhecer resistência revela ação histórica e protagonismo sob opressão.
  • E) A participação das pessoas escravizadas foi decisiva nos processos de luta.

Questão 10

10. Após conhecer diferentes formas de resistência, uma turma concluiu que a escravidão foi enfrentada de maneiras diversas, como fuga, cultura, redes de apoio e organização coletiva. A melhor síntese histórica é

Gabarito: alternativa C). Correta. A resistência foi plural, adaptada às condições e ao tempo histórico.

Comentários por alternativa:

  • A) Havia resistência cotidiana, cultural e coletiva, não só guerras.
  • B) Registros e ações históricas mostram protagonismo dos escravizados.
  • C) Correta. A resistência foi plural, adaptada às condições e ao tempo histórico.
  • D) A abolição não foi simples concessão espontânea.
  • E) Quilombos foram importantes, mas não foram a única forma de resistência.

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